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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Kambas e Bando Virado No Mói de Coentro tocam no Ciranda Café



“Diga-me quem és, e eu te direi se estás com Kambas”




A banda kambas apresenta o ritmo afrobossa no Cranda Café Cultura e Artes na próxima quinta-feira (30/09) com convidado especial: O Bando Virado No Mói de Coentro.

Corisco, líder do Bando, cantor e compositor recifense promete presentar o público com muito forró pé-de-serra, caboclinho, maracatu, ciranda e poesia em homenagem a Ariano Suassuna, Silvério Pessoa, Lenine, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Xangai.



SERVIÇO

Ciranda Café Cultura & Arte
Rua Fonte do Boi, 131, Rio Vermelho – Salvador/Bahia.
F: (71) 3012-3963

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Silvério Pessoa para o mundo



Através do skype, conversamos com o cantor e compositor pernambucano Silvério Pessoa sobre a utilização da internet e os dispositivos móveis como celulares, smartphones, iphone, dentre outros, na propagação e democratização da sua arte. 

O multiculturalismo do carnaval recifense; formas híbridas de cultura nos bairros periféricos; o preconceito da grande mídia com relação aos artistas nordestinos; psicopedagogia; arte com ética/estética e literatura foram assuntos de reflexão em nosso diálogo.

Durante a entrevista, confluímos no livro Modernidade Líquida, de Zugmunt Bauman. Silvério prestou homenagem ao amigo, percussionista e produtor musical Ramiro Musotto, falecido em 11 de setembro de 2009. Confira:






Produção, edição e filmagem: Antonio Nelson Nelson Lopes Pereira

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Rádio Patrulha, Quarto Sentido e Bando Virada No Mói de Coentro são os convidados do Kambas





Por Antonio Nelson Lopes Pereira*


Com influências do rock britânico dos Beatles e Stones, a banda Rádio Patrulha está entre as principais atrações do próximo show do Kambas, no dia 23 de setembro, no Ciranda Café Cultura & Arte, a partir das 21h. A Rádio Patrulha é liderada pelo jornalista e baixista Emerson Nunes (Nuno), que toca ao lado de Erlo (voz e guitarra), e Lucas (bateria).

Já ao lado da Rádio Patrulha, a banda Quarto Sentido dará sua canja inspirados no rock brasileiro dos anos 80. Formada em 2006 por Nando (vocal), Robison (guitarra), Marelo (Baixista) e Cézinha (bateria). Com 14 músicas próprias, Nando promete contagiar a plateia com a música de trabalho “Proteção”.

Quem marcará preseça nessa confluência de ritmos, é o cantor pernambucano Corisco, com o Bando Virado No Mói de Coentro, adicionado dos acordes do guitarrista e jornalista baiano João Barreto. Para conferir o resultado basta ir no bairro boêmio do Rio Vermelho.
Afrobossa, Rock and roll e forró num só palco.



SERVIÇO

Ciranda Café Cultura & Arte, ás 21h.
Rua Fonte do Boi, 131, Rio Vermelho – Salvador/Bahia.
F: (71) 3012-3963
Couvet: R$ 10,00 por pessoa.

*Antonio Nelson Lopes Pereira: “Jornalismo, Esporte, Política e Economia, Multicultura e Ciberespaço, Fotojornalismo e Cinegrafista”. Autor e idealizador do site Sentinelas da Liberdade.

Natural do Recife-PE. Na década de 1990, ao lado do Amigo Adrianno Miranda, assistiu e viveu o surgimento e ascensão da mistura do maracatu com o rock, hip hop e música eletrônica através do movimento Manguebeat, liderado por Chico Science e Nação Zumbi; Fred 04, vocalista do Mundo Livre S/A.Desde 05 de março de 2001, reside na cidade do Salvador/BA.

Como repórter do site Sentinelas da Liberdade, ao lado da jornalista Maísa Carvalho Amaral entrevistou Dr. Francisco José Castilhos Karam, jornalista e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, que falou com exclusividade para o Sentinelas da Liberdade sobre Ética Jornalística Brasileira e os veículos de comunicação digital. (Confira).

Com a professora, doutora da Universidade de Málaga-Espanha, Bella Palomo, dialogou sobre Novas tendências do Jornalismo, cujo tema foi explanado pela doutora na UFBA. (Confira).

Com Drª Evelyn Fox Kelly, Física Teórica pela Universidade de Harvard e professora de História e Filosofia da Ciência no Massachssetts Institute of Technology, conversou sobre Crítica Feminista à Ciência. (Confira).

Foi colaborador da revista Caros Amigos. Atuou na assessoria do Pelourinho Cultural. É assessor de imprensa do Kambas.

Cursa Jornalismo na Faculdade Social da Bahia (FSBA) com intuito de desenvolver um jornalismo ético e de interesse público... Jornalismo 24




sábado, 11 de setembro de 2010

Afrobossa com Vinícius, Toquinho, Miúcha e Tom Jobim

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O ciberespaço policutural do cantor pernambucano Silvério Pessoa



O multiculturalismo do cantor e compositor pernambucano Silvério Pessoa é internacionalmente conhecido. Seus CDs são vendidos em Tóquio e em outras cidades do Japão. Em 2005 lançou o seu quinto CD solo, Cabeça Elétrica e Coração Acústico, e no ano seguinte o mundo conheceu a versão européia. Ele realizou shows na Espanha, França, Dinamarca, Alemanha, Bélgica, Suíça e num dos maiores Festivais do planeta, o Rainforest Festival, localizado na Ásia, Malásia, na ilha de Borneo.

Sua arte se propaga com facilidade rompendo algumas barreiras da indústria do mercado cultural em declínio. Através do seu site, Silvério possibilita os internautas fazerem downloads das músicas e videoclipes, vencendo o monopólio das empresas privadas, concessonárias do serviço público de transmissão de sinais de rádio e televisão, e da indústria fonográfica estrageira no Brasil.

Através do skype, conversamos sobre o preconceito da grande mídia com relação aos artistas nordestinos; psicopedagogia; arte com ética/estética e literatura. Abordamos o livro Modernidade Líquida, de Zugmunt Bauman, consumismo e individualismo. Silvério prestou homenagem ao amigo, percussionista e produtor musical Ramiro Musotto, falecido em 11 de setembro de 2009. Confira a íntegra da entrevista na próxima semana.



Foto: Antonio Nelson Nelson Lopes Pereira

*Luiz Eládio Humbert é poeta, escritor e compositor.

*Antonio Nelson Lopes Pereira: “Jornalismo, Esporte, Política e Economia, Multicultura e Ciberespaço, Fotojornalismo e Cinegrafista”. Autor e idealizador do site Sentinelas da Liberdade.

Natural do Recife-PE. Na década de 1990, ao lado do Amigo Adrianno Miranda, assistiu e viveu o surgimento e ascensão da mistura do maracatu com o rock, hip hop e música eletrônica através do movimento Manguebeat, liderado por Chico Science e Nação Zumbi; Fred 04, vocalista do Mundo Livre S/A.Desde 05 de março de 2001, reside na cidade do Salvador/BA.

Como repórter do site Sentinelas da Liberdade, ao lado da jornalista Maísa Carvalho Amaral entrevistou Dr. Francisco José Castilhos Karam, jornalista e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, que falou com exclusividade para o Sentinelas da Liberdade sobre Ética Jornalística Brasileira e os veículos de comunicação digital. (Confira).

Com a professora, doutora da Universidade de Málaga-Espanha, Bella Palomo, dialogou sobre Novas tendências do Jornalismo, cujo tema foi explanado pela doutora na UFBA. (Confira).

Com Drª Evelyn Fox Kelly, Física Teórica pela Universidade de Harvard e professora de História e Filosofia da Ciência no Massachssetts Institute of Technology, conversou sobre Crítica Feminista à Ciência. (Confira).

Foi colaborador da revista Caros Amigos. Atuou na assessoria do Pelourinho Cultural. É assessor de imprensa do Kambas.

Cursa Jornalismo na Faculdade Social da Bahia (FSBA) com intuito de desenvolver um jornalismo ético e de interesse público... Jornalismo 24





terça-feira, 7 de setembro de 2010

Secretário da Reparação de Salvador será homenageado no show do Kambas




A banda Kambas realiza show com convidados no próximo dia 23 de setembro, a partir das 21h, no Ciranda Café Cultura e Artes, e presta homenagem ao inclíto secretário da Reparação do Município da Cidade do Salvador/Bahia, Ailton Ferreira, Medalha Zumbi dos Palmares pela Câmara Municipal da capital baiana.
Ailton Ferreira aprecia ritmos angolanos e as músicas de Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Toquinho e Baden Powell ao som do Kambas.
O secretário é também conhecido por deixar explícito seu ponto de vista sobre as contradições sociais do carnaval soteropolitano: “O carnaval de Salvador virou uma indústria. Lembro-me da época em que a diversão da festa era sair desfilando pelas ruas, ao som de machas carnavalescas, com serpentinas e confetes, e sem cordas. Para aqueles que tinham mais condições, a noite era encerrada em clubes soteropolitanos, responsáveis por bailes carnavalescos. Hoje, a pessoa tem que pagar um valor pelo abadá. E tem as cordas como proteção para seguir durante o percurso da festa. Além de camarotes por todos os lados. É uma indústria e não temos como acabar”, desabafou ao site Sentinelas da Liberdade.

Na Ágora com Kambas Na pólis soteropolitana, kambas terá a participação especial das bandas 4º Sentido, com Nando (voz e guitarra), Robison (guitarra e back-vocal), Júnior (baixo), e Cezinha (Bateria). Já a Rádio Patrulha é composta por Erlo (voz e guitarra), Emerson Nunes (baixo e back-vocal), e Lucas Santos (bateria), ambas tocam pop-rock com forte influências do rock brasileiro do anos 80. A banda Virada no Mói de Coentro trará o ritmo pernambucano com suas principais composições.

Para finalizar, o grupo de samba de roda do recôncavo baiano, Barlavento, que chegou da turnê européia, também dará sua canja.

Literatura, poesia, jornalismo, cibercultura; e sorteio de um livro estão no repertório do Kambas com o Movimento Afrobossa. Venha conosco.

SERVIÇO

Ciranda Café Cultura & Artes
Rua Fonte do Boi, 131, Rio Vermelho, Salvador/Bahia
F:(71) 3012-3963
Couvert: R$ 10,00 por pessoa. 



*Antonio Nelson Lopes Pereira: “Jornalismo, Esporte, Política e Economia, Multicultura e Ciberespaço, Fotojornalismo e Cinegrafista”. Autor e idealizador do site Sentinelas da Liberdade.

Natural do Recife-PE. Na década de 1990, ao lado do Amigo Adrianno Miranda, assistiu e viveu o surgimento e ascensão da mistura do maracatu com o rock, hip hop e música eletrônica através do movimento Manguebeat, liderado por Chico Science e Nação Zumbi; Fred 04, vocalista do Mundo Livre S/A.Desde 05 de março de 2001, reside na cidade do Salvador/BA.

Como repórter do site Sentinelas da Liberdade, ao lado da jornalista Maísa Carvalho Amaral entrevistou Dr. Francisco José Castilhos Karam, jornalista e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, que falou com exclusividade para o Sentinelas da Liberdade sobre Ética Jornalística Brasileira e os veículos de comunicação digital. (Confira).

Com a professora, doutora da Universidade de Málaga-Espanha, Bella Palomo, dialogou sobre Novas tendências do Jornalismo, cujo tema foi explanado pela doutora na UFBA. (Confira).

Com Drª Evelyn Fox Kelly, Física Teórica pela Universidade de Harvard e professora de História e Filosofia da Ciência no Massachssetts Institute of Technology, conversou sobre Crítica Feminista à Ciência. (Confira).

Foi colaborador da revista Caros Amigos. Atuou na assessoria do Pelourinho Cultural. É assessor de imprensa do Kambas.

Cursa Jornalismo na Faculdade Social da Bahia (FSBA) com intuito de desenvolver um jornalismo ético e de interesse público... Jornalismo 24




domingo, 5 de setembro de 2010

4º Sentido


Por Alessandro Isabel*



Quem nunca ouviu falar no 4º Sentido, procure ficar atento, essa banda, que faz um rock inspirado em bandas como Legião Urbana e Capital Inicial, está há pouco tempo na estrada, mais já arranca elogios por onde passa. Formada em 2006 por Nando (vocal), Robison (guitarra), Marelo (Baixista) e Cézinha (bateria), todos amantes do rock nacional, aproveitaram as afinidades musicais para realizar encontros.

A banda nasceu com o objetivo de ser mais uma brincadeira de amigos que se reúnem nos finais de semana para fazer um som e trocar idéias. Mas o que iniciou para ser um momento de lazer, terminou por ser um trabalho de qualidade, e que já colhe seus primeiros resultados. O grupo tem 14 músicas próprias, e apresenta como música de trabalho “Proteção”, que rende elogios por todos os palcos onde pisam.

A banda entrou no estúdio para gravar seu primeiro CD de divulgação (Demo) que vem intitulado “Quarto Sentido/Proteção”, uma união entre o nome da banda e o nome da música de trabalho.

4° Sentido apresenta em seu repertório, clássicos da Legião Urbana como, Vento no litoral e Giz. Os fãs do Jota Quest e O Rappa também tem seus momentos de curtir os maiores sucessos das bandas.


Música: Proteção

Banda: 4º Sentido

Composição: Alessandro Isabel


Olhe pra trás e se arrependa

Pense bastante e me convença

Que você nunca errou.

Quero ouvir novamente

O que você falou

Você me disse que nunca falhou.



Refrão



Preciso mantê-la perto de mim

Preciso ter você aqui

Preciso protegê-la de todo o mal

O mundo é desleal.



Espíritos voam

Meus olhos são portas abertas

Abertas apenas pra você.

Sinta minha alma

Sinta o meu coração

Não destrua nossa relação

Segure em minhas mãos

E sinta a paixão.



Refrão

Preciso mantê-la perto de mim

Preciso ter você aqui

Preciso protegê-la de todo o mal

O mundo é desleal.


Sempre, sempre você será

A única na minha vida

Nunca, nunca irei deixar

O mundo te dominar.


 
* Alessandro Isabel é jornalista, poeta, compositor e produtor cultural.

Salvador envelhecida, o presente do fututro



IBGE projeta que em 2035 já tenhamos uma criança de 0 a 14 anos para um idoso com 65 anos ou mais idade.








Fecundação. Questão altamente discutível, principalmente quando o assunto é inversão da pirâmide etária brasileira. Na Bahia, a transformação social, principalmente com a urbanização, foi um forte elemento para que mulheres e homens começassem a pensar duas, três ou até mais vezes quando o assunto é ter filhos. O coordenador técnico do Censo Demográfico Unidade Estadual do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na Bahia, Joilson Rodrigues de Souza, que já atua há 29 anos no órgão, em entrevista para o Sentinelas da Liberdade, ressaltou questões relevantes sobre a temática como políticas públicas, taxa de fecundação, preocupação dos jovens com o idoso, entre outros.

Sentinelas da Liberdade – Qual a atual realidade da cidade do Salvador em relação ao processo de envelhecimento?


Joilson Souza – Um tanto atenuado. Salvador é uma cidade metropolitana que recebe um fluxo grande de imigrantes e esses vêem para capital por um objetivo muito específico: estudar, trabalhar, enfim, buscar uma oportunidade de atendimento para demandas não atendidas nos seus locais de origem. Isso faz com que a composição média da população de Salvador tenha mais jovens do que a média do estado como um todo e também no Brasil. Essa juventude que acaba interferindo nas médias faz com que Salvador resista um pouco mais ao modelo de envelhecimento, que no caso particular da Bahia, já é mais intenso do que o que acontece no Brasil, ou seja, hoje nós temos uma taxa de fecundidade próxima de 1.86 filhos por mulher, abaixo da taxa de reposição. Quando a fecundidade chega a esse nível, pode-se considerar que o suprimento de reprodução humana é insuficiente para repor as mortes que ocorrerão indubitavelmente por aqueles que vão alcançando a maturidade. Esse processo combinado com menos expectativa de vida faz com que tenhamos uma população proporcionalmente cada vez mais envelhecida, a ponto de já projetarmos agora, que por volta de 2035 já tenhamos uma criança de 0 a 14 anos para um idoso com 65 anos ou mais idade, ou seja, teremos alcançado o que conceitualmente se chama de grau de envelhecimento da população. O que não pode ser entendido a priori como algo ruim ou bom. A discussão talvez seja o equilíbrio entre essas duas condições. Por tanto, envelhecer, ter uma cota social envelhecida, é positivo porque mostra o como as pessoas têm mantido sua vida com qualidade, por outro lado, quando ela resulta da diminuição dramática da reposição humana, devemos nos preocupar, porque essa pirâmide etária sofre um relativo desequilíbrio, fazendo com o que tenhamos no futuro menos pessoas produtivas e um conjunto maior de pessoas dependentes daquelas produtivas, seriam as crianças e os idosos, embora a tendência agora é que tenhamos mais idosos do que crianças.
SL- Quanto às políticas públicas, nos últimos dez anos houve uma evolução para atender essas demandas?
J.S – O que tenho visto até aqui é um aumento na busca de conhecimento dessas tendências. Alguns fóruns já vêm sendo criados para discutirem o envelhecimento da população e certamente esses fóruns terão em alguma medida ambientes de cobrança, de percepção, políticas públicas específicas para o atendimento ao idoso. Não apenas no ponto de vista previdenciário, os valores da previdência para esse contingente, mas na ação preventiva, da acessibilidade e do atendimento de um contingente que teria um crescimento e uma taxa muito superior do que a taxa de crescimento médio da população. Na verdade é que esses com idade acima de 80 anos vêm crescendo até mais rapidamente do que aqueles com 65 anos ou mais. O que fala claramente do aumento da expectativa de vida. A idéia é de que comecemos já a refletir e tomar decisões de natureza sociológica, ambiental, de infra-estrutura para atender essa população importante e não obstante, de uma atenção maior, seja no campo da Saúde, seja na atenção, na afetividade e proteção familiar e de um reconhecimento social também para a importância que o idoso tem para qualquer meio.
SL- Houve uma diminuição na taxa de fecundidade nos últimos dez anos?

J.S – Dramática. De 70 prá cá, a fecundidade na Bahia caiu de 7.2 filhos por mulher para próximo de dois, 1.8 filhos por mulher. Uma queda dessa natureza, certamente não por motivos baseados estreitamente no controle da natalidade, através de usos de contraceptivos orais, por exemplo, mas pela esterilização ou laqueadura. Significa dizer que temos mais de 27% das mulheres em idade fértil já estéreis, ou seja, sem condição de retomar a fecundidade caso desejassem. Quando encontramos um quadro como esse é o mesmo que dizer que as tendências da reposição da fecundidade são de fato baixas, primeiro porque não há o encorajamento como reconhecimento social, da importância de ter mais filhos, no sentido de compor a base social, e da pirâmide etária, mas também porque em alguma medida as mulheres já estão internamente convencidas da importância de ter filhos, ainda que isso se confronte muito com seus projetos pessoais, na área profissional, acadêmica, o que faz com que o Brasil esteja reproduzindo nesses últimos 30 anos algo que a Europa precisou 300 anos para poder viver, ou seja, uma transição demográfica, baseada em uma redução dramática da fecundidade e no crescimento do envelhecimento também em taxas muito superiores.
SL – Quais as maiores dificuldades enfrentadas no país e as possíveis soluções?
J.S – No caso particular do envelhecimento, consideremos que país que têm uma rede de proteção social mais estruturada, que anteviram o envelhecimento da população, tem conseguido enfrentar de uma forma razoável o envelhecimento e todas as demandas que a população idosa tem. Em um país como o nosso que até muito pouco tempo era tido como país jovem, não viu, não percebeu, que isso também se configurava como uma tendência para o Brasil. Existe um grande desafio. Primeiro, para refletirmos o que isso representa para a economia, para sociedade, e segundo, tratar de criar as condições necessárias para que esse grupo seja estendido, respeitar as nossas demandas, recepcionadas nessa condição, até porque não estamos falando de idosos que virão, estou falando de mim, que logo estarei nessa condição. É preciso imaginar que a sociedade da qual faço parte hoje precisa criar as condições necessárias para que me abrigue quando a minha condição etária demandar uma atenção especial.



SL- Embora não seja sua especialidade, você percebe uma preocupação dos jovens com o idoso?

J.S – Posso estar sendo injusto, mas a minha resposta, baseada na minha percepção é não. O jovem não tem esse conhecimento, não tem essa visão ou mesmo essa sensibilidade voltada para relação com o idoso, como algo importantíssimo para o aprendizado e para o crescimento pessoal. Isso decorre também como resultado de um modelo econômico. O capitalismo tem um pouco essa visão de que aquele que é pouco produtivo acaba tendo uma menor importância para a sociedade. Então o idoso, como indivíduo que representa um conjunto importante de demandas e carências e pelo mesmo lado não é também tão produtivo como são os jovens, acaba tendo menor importância. Não é obstante saber e considerar que o idoso guarda consigo muita experiência, sabedoria extremamente necessária para a sociedade que também é oral. Embora a nossa sociedade tenha várias formas de conhecimentos, há também um conhecimento que está guardado através da experiência do idoso e precisa ser resgatado e qualificado, seja no âmbito da sociedade geral, mas também familiar.
SL - Existe orientação do governo para que mulheres e homens tomem conhecimento de outros métodos contraceptivos, evitando a esterilização?
J.S – Acredito sim. Na verdade, o Brasil vive também o que podemos chamar de uma crise neomalthusiana, ou seja, a tese que lá no século XVII e XVIII divulgava que o mundo sofria uma difusão demográfica, portanto a capacidade de produção de alimentos seria inferior ao crescimento da população. Essa tese que naquela época serviu para orientar inclusive sugerir que as mulheres não tivessem filhos, ou que quando casadas evitassem a relação sexual, como uma forma de evitar o nascimento de filhos, em alguma medida foi reeditada, muito recentemente, porque a tese da urbanização também criou certa insegurança, interpretada a princípio como se também fosse uma explosão demográfica, o que na verdade é uma tolice. O mundo todo não caminha para uma explosão demográfica, muito pelo contrário, caminha para o envelhecimento, pois com a redução de seu contingente, espera-se que até 2050, aproximadamente, a população mundial comece a diminuir. No caso particular do Brasil, a partir de 2040 já comece a diminuir. Chegaremos à população máxima por volta de 219 milhões no ano de 2040, mas já em 2050 teremos 214 milhões de habitantes, o que mostra que a teoria de Malthus não se confirmará. Não obstante, quando falamos sobre a fecundidade das mulheres, estamos discutindo, na verdade, muito fielmente, essa tese, refletindo pouco sobre o impacto sociológico que isso tem. Não estou discutindo particularmente o fato de uma mulher ter menos filhos, ou até de não tê-los. Mas quando isso se torna um pensamento social, coletivo, dizemos que a sociedade com um todo vai viver os efeitos de uma cultura não reprodutiva, de não reprodução humana. Isso tem um impacto muito grande sobre a sociedade. Imaginamos que lamentavelmente quando falamos da queda de fecundidade na Bahia e no Brasil, isso não decorre necessariamente de um conhecimento, de uma formação das mulheres para planejar melhor sua prole, mas de uma interferência e uma oferta do próprio estado para métodos contraceptivos castrantes. A exemplo da laqueadura, ligadura de trompas, enfim, isso ocorreu sobretudo entre as mulheres mais pobres, no meio rural, e não necessariamente aquelas que são mais escolarizadas. Porque essas, desde o início do século passado já tinham tido menos filhos. Por terem informação puderam escolher outros métodos contraceptivos. Então, o que estamos discutindo é que parte importante da população, sobretudo a mais carente e menos informada, tem contribuído para a fecundidade, de uma forma menos qualificada, por que responde a uma demanda um pouco exógena, fora do seu próprio sentimento. É uma demanda mais coletiva, mais social, e em alguma medida influenciou.
S.L – Alguns acreditam que a redução da natalidade trouxe uma melhora na qualidade de vida. Você concorda?
J.S – Indiscutivelmente. O que acontece é que quando éramos uma economia rural, ter muitos filhos fazia parte de uma estratégia econômica, já que eles participavam de uma forma mais intensiva da produção. No momento em que a população passou a se tornar urbana, 2/3 da população da Bahia vivia no meio rural. Então, a urbanização traz consigo algumas demandas e talvez também interfira na formação da família. É verdade que as discussões sobre a qualidade de vida não respondem isoladamente por essa escolha. Admitamos, por exemplo, de que as funções gerais de estrutura, meios, acesso a médicos e logística de modo geral, como transporte, escola e muito mais é muito superior agora. Assim podemos dizer que as condições de ambiente ficaram um pouco pior, mas sabemos também que a fecundidade responde muito mais sobre uma estratégia da família do que necessariamente da sociedade. Há um temor maior em ter filhos, porque também há um temor em cuidar, pois pai e mãe não conseguem está tão presente quanto no passado. As famílias diminuíram de tamanho. 
S.L – E o que representa a ampliação do Censo Demográfico para a Bahia?

J.S – É a principal pesquisa brasileira sócio-demográfica. Importante dizer que o Censo desde que ele foi criado tem um núcleo que está voltado para as variáveis (população, sexo, raça, entre outras). Mas pela relação que temos com tantos outros ambientes técnicos que têm demandas muito claras, foram criados sistemas mais recentes. A admissão no próprio questionário de declarações de casais homossexuais, por exemplo. Também vamos está investigando profundamente os povos indígenas não apenas sobre o seu povo, mas qual é a língua falada, escrita, como uma forma de identificarmos a identidade étnica e independência e até a preservação dos valores e culturas indígenas. Também investigaremos a emigração do país. O censo como um todo é uma pesquisa que permite um retrato mais amplo e social do país.

S.L – Os meios de comunicação de massa informam os dados e estudos estatísticos do IGBE de forma contextualizada?
J.S – Tem melhorado. Na verdade consideramos que uma boa produção jornalística ela se realiza quanto mais profundamente esse profissional busca informações. É preciso que os assuntos sejam entendidos na sua profundidade, e que as matérias sejam mais informativas. O IBGE disponibiliza antecipadamente o conteúdo técnico que dará base ao jornalista para a pesquisa.

S.L – Considerações finais?

J.S - Apenas quero dizer que para a iniciativa do blog estarei sempre à disposição. Reconheço que essa é uma iniciativa importante, que fala de uma imprensa nova. Busca uma relação mais íntima com a fonte e que a qualifica à medida que escolhe para livremente expressar seu pensamento, sua visão.

“A arte de desenvolver um jornalismo ético”. Essa é a minha busca constante.

É editora-chefe do Sentinelas da Liberdade. Natural de Salvador-BA.

 Jornalista formada pelo Centro Universitário Jorge Amado, atuou na redação do Diário Oficial do Estado da Bahia e na Assessoria de Comunicação da Agerba. Ainda em Assessoria, foi responsável pela comunicação interna e externa da Faculdade Unirb.
Na área de concurso público e Educação, desenvolveu o papel de repórter na Sucursal Nordeste do jornal Folha Dirigida, e posteriormente foi coordenadora de Jornalismo.

É assessora da SECOPA – Secretaria para Assuntos Extraordinários da Copa do Mundo FIFA 2014 – Bahia.

Antonio Nelson Lopes Pereira:
 
“Jornalismo, Esporte, Política e Economia, Multicultura e Ciberespaço, Fotojornalismo e Cinegrafista”. É editor-chefe, autor e idealizador do site Sentinelas da Liberdade.
Natural do Recife-PE. Na década de 90, assistiu e viveu o surgimento e ascensão da mistura do maracatu com o rock, hip hop e música eletrônica através do movimento Manguebeat, liderado por Chico Science e Nação Zumbi; Fred 04, vocalista do Mundo Livre S/A.
Desde 05 de março de 2001, reside na cidade do Salvador/BA. Cursa Jornalismo na Faculdade Social da Bahia (FSBA) com intuito de desenvolver um jornalismo ético e de interesse público... Jornalismo 24 h.
O Sentinelas da Liberdade atendeu a solicitação dos visitantes e reproduziu entrevista realizada em 28 de outubro de 2009. Reflita. Antonio Nelson Lopes Pereira

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Kambas reúne babel de talentos no Ciranda Café


As canções de Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Toquinho, Banden Poweel; e música angolana serão apresentadas nos dias 02 e 23 de setembro, às 21 h, no Ciranda Café Cultura & Artes, ao som da banda Kambas, nome que se originou no dialeto angolano e significa Camaradas.

A mistura de ritmos e uma interpretação poética na voz e no violão com Juca Badaró: jornalista, poeta, compositor, líder e precursor no estado da Bahia do movimento afrobossa: fusão da música angolana com Bossa Nova. Juca adiciona nos shows poesias dos poetas brasileiros consagrados, e também de sua autoria. Além disso, indica leitura de livros como Cem Anos de Solidão e Amor nos tempos de cólera, de Gabriel Garcia Márquez, que está na lista dos seus escritores pereferidos.

Para compor o multiculturalismo do Kambas, no baixo, o paraibano e engenheiro, Neto Maia, realiza releituras de sambas da atualidade.

Quem deseja se deleitar na boa percussão brasileira, Eduardo Cachaça, sempre acompanhado do seu cajon, intrumento peruano, com influências do Blues e Rock destila suas batidas com tom de improviso.

Três amigos que têm em comum a paixão pela música. É bossa. É samba. É canção angolana.

SERVIÇO
Ciranda Café Cultura & Artes, às 21 h.
Rua Fonte do Boi, 131, Rio Vermelho, Salvador/Bahia.
F: (71) 3012-3963
Couvert: R$ 10,00 por pessoa.




*Antonio Nelson Lopes Pereira: “Jornalismo, Esporte, Política e Economia, Multicultura e Ciberespaço, Fotojornalismo e Cinegrafista”. Autor e idealizador do site Sentinelas da Liberdade.

Natural do Recife-PE. Na década de 1990, assistiu e viveu o surgimento e ascensão da mistura do maracatu com o rock, hip hop e música eletrônica através do movimento Manguebeat, liderado por Chico Science e Nação Zumbi; Fred 04, vocalista do Mundo Livre S/A.Desde 05 de março de 2001, reside na cidade do Salvador/BA.

Como repórter do site Sentinelas da Liberdade, ao lado da jornalista Maísa Carvalho Amaral entrevistou Dr. Francisco José Castilhos Karam, jornalista e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, que falou com exclusividade para o Sentinelas da Liberdade sobre Ética Jornalística Brasileira e os veículos de comunicação digital. (Confira).



Com a professora, doutora da Universidade de Málaga-Espanha, Bella Palomo, dialogou sobre Novas tendências do Jornalismo, cujo tema foi explanado pela doutora na UFBA. (Confira).

Foi colaborador da revista Caros Amigos. Atuou na assessoria do Pelourinho Cultural. É assessor de imprensa do Kambas.

Cursa Jornalismo na Faculdade Social da Bahia (FSBA) com intuito de desenvolver um jornalismo ético e de interesse público... Jornalismo 24 h.




Entrevista: o multiculturalismo do samba-de-roda baiano

"Aqui, eu sei que o setor empresarial não está nem aí para o samba-de-roda, quer algo que lhe dê um retorno imediato. E tem lá a mulher toda enfiada, a que rala". Davizinho de Mutá.



Davizinho de Mutá/vocal e Hamilton Reis/vocal/violão são os líderes do grupo de samba-de-roda, baiano, Barlavento.

O Buraco de Maroca - É uma história verídica, em ourives. Os banhos que Davizinho de Mutá tomou no buraco de maroca, em Ourives, Mutá, em Salinas da Margarida, foi tão marcante que virou título e música do mais recente CD do Barlavento.

As músicas do show têm a raiz do trabalho de Mutá, em Salinas.

Sentinelas da Liberdade - Poderia falar da trajetória do grupo Barlavento?
Hamilton Reis – Já temos mais de 15 anos de estrada. Como Barlavento, lançamos o primeiro CD, O Buraco de Maroca. Mas com a antiga formação, que era com o Barravento, lançamos dois CD´s. Desse grupo, uma parte fundou outro grupo e nós prosseguimos com o Barlavento.

Acha que existe dificuldade para divulgação do grupo, apesar da Bahia ter uma forte raiz no samba-de-roda?
Davizinho de Mutá e Hamilton Reis - Gostaríamos que o samba-de-roda tivesse mais espaço, principalmente para o trabalho desenvolvido pelo Barlavento. Um trabalho musical feito com pouquíssimas adaptações. Respeitamos muito a pureza do estilo musical, é uma música de domínio público, ancestral. Poderíamos inclusive ir ao exterior representando a Bahia, em festivais, feiras e congressos, o que está acontecendo, mas de uma maneira independente, sem apoio oficial. Então vai ser muito bom quando tivermos apoio para ampliar a divulgação da Bahia.

Na medida do possível, acreditamos que temos divulgação, o que não ocorre é o interesse de grande parte da população, que anda fascinada por outro gênero da música baiana. Então, acreditamos que isso prejudica o samba-de-roda. Aqui no Brasil isso é muito visível. Tivemos a oportunidade de ir três vezes à Espanha, também a França, Inglaterra, Polônia e Portugal, mas nunca o grupo foi ao Rio de Janeiro, a Sergipe, Pernambuco ou outro estado qualquer do Brasil. Sentimos que o samba-de-roda ainda é discriminado na sua origem.

Como foi a turnê que o grupo acabou de fazer em Portugal e na Polônia?

Davizinho de Mutá e Hamilton Reis - Foram sete cidades em Portugal. Tocamos no primeiro carnaval de Portimão, uma cidade importantíssima de Portugal, turística, forte, considerada a de melhor qualidade de vida, onde ocorreu o primeiro carnaval da Bahia, e tocaram poucos representantes da Bahia. Fomos convidados. Fomos de maneira independente e nos apresentamos. Isso é ótimo, porque no carnaval da Bahia gostaríamos de ter mais visibilidade, em um trio elétrico, na imprensa. São experiências enriquecedoras, onde as pessoas estão vendo uma cultura diferente da delas e respeitam muito bem. Uma cultura alegre, que vem do sofrimento, mas que gera depois alegria.

Como estão as apresentações até o final do ano? Já tem a programação dos shows?

Hamilton Reis - Estamos com apresentações programadas no Teatro Sesi, Rio Vermelho, em Salvador-BA, uma casa que tocamos há seis anos. São pequenas temporadas. Esperamos manter essa temporada nos próximos meses. Temos alguns projetos como um show que estamos preparando no Theatro XVIII, no Pelourinho, também em Salvador, para o próximo ano.

Por que Barlavento?
Hamilton Reis - Barlavento significa a direção do vento. Para onde o vento sopra. Colocamos esse nome para não se afastar do sentido do primeiro grupo formado que era Barravento.

Vocês disponibilizam no site e no MySpace, músicas e vídeos do grupo. Isso tem sido um elemento facilitador para divulgar o trabalho?

Hamilton Reis - Muitos grupos, inclusive os artistas com dificuldades, quanto à visibilidade, que é o nosso caso, estão disponibilizando o material na internet. O nosso CD está todinho no nosso site, e também no multipenha, para quem quiser baixar e escutar, pois é uma forma de divulgação. Existe uma rádio na suíça que você escutar as nossas músicas, por sinal ficamos em primeiro lugar por dois meses. Rádio: x.stag.com.


Muitos grupos musicais ricos culturalmente não são conhecidos pela população local. Na opinião do grupo, o que está acontecendo?

Davizinho de Mutá - Isso é um processo lento de educação, de civilização. A nossa missão com a música é para mostrar que existe uma história brasileira através da música. Cultura, música, Brasil. A luta dos escravos e dos índios... No nosso caso, ocorre através do samba-de-roda. Agora é um processo lento, que acredito que adiante terá mais visibilidade, pois outros paises vão apreciar e a repercussão será maior. O samba-de-roda é patrimônio da humanidade, tombado pelo Unesco.

Aqui, eu sei que o setor empresarial não está nem ai para o samba-de-roda, quer algo que lhe dê um retorno imediato. E tem lá a mulher toda enfiada, a que rala. Estamos em um estágio triste.

*Maísa Amaral e Antonio Nelson são da equipe do Sentinelas / Foto: Antonio Nelson.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Reparação, Zumbi e Kambas

Eu apóio Kambas
Medalha Zumbi dos Palmares

Ailton dos Santos Ferreira, 52 anos, secretário municipal da Reparação da Cidade do Salvador (Semur), Medalha Zumbi dos Palmares pela Câmara Municipal da capital baiana, marcou presença na apresentação especial do Kambas, no show do grupo de samba de roda Barlavento, em agosto de 2010, no Ciranda Café Cultura & Artes.

Ailton Fereira aprecia ritmos angolanos e as músicas de Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Toquinho e Baden Powell ao som do Kambas.
Questionado pelo site Sentinelas da Liberdade sobre as contradições sociais do carnaval soteropolitano, Ailton Fereira desabafou:
“O carnaval de Salvador virou uma indústria. Lembro-me da época em que a diversão da festa era sair desfilando pelas ruas, ao som de machas carnavalescas, com serpentinas e confetes, e sem cordas. Para aqueles que tinham mais condições, a noite era encerrada em clubes soteropolitanos, responsáveis por bailes carnavalescos. Hoje, a pessoa tem que pagar um valor pelo abadá. E tem as cordas como proteção para seguir durante o percurso da festa. Além de camarotes por todos os lados. É uma indústria e não temos como acabar”.



*Antonio Nelson Lopes Pereira: “Jornalismo, Esporte, Política e Economia, Multicultura e Ciberespaço, Fotojornalismo e Cinegrafista”. Autor e idealizador do site Sentinelas da Liberdade.

Natural do Recife-PE. Na década de 1990, ao lado do Amigo Adrianno Miranda, assistiu e viveu o surgimento e ascensão da mistura do maracatu com o rock, hip hop e música eletrônica através do movimento Manguebeat, liderado por Chico Science e Nação Zumbi; Fred 04, vocalista do Mundo Livre S/A.Desde 05 de março de 2001, reside na cidade do Salvador/BA.

Como repórter do site Sentinelas da Liberdade, ao lado da jornalista Maísa Carvalho Amaral entrevistou Dr. Francisco José Castilhos Karam, jornalista e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, que falou com exclusividade para o Sentinelas da Liberdade sobre Ética Jornalística Brasileira e os veículos de comunicação digital. (Confira).

Com a professora, doutora da Universidade de Málaga-Espanha, Bella Palomo, dialogou sobre Novas tendências do Jornalismo, cujo tema foi explanado pela doutora na UFBA. (Confira).

Com Drª Evelyn Fox Kelly, Física Teórica pela Universidade de Harvard e professora de História e Filosofia da Ciência no Massachssetts Institute of Technology, conversou sobre Crítica Feminista à Ciência. (Confira).

Foi colaborador da revista Caros Amigos. Atuou na assessoria do Pelourinho Cultural. É assessor de imprensa do Kambas.

Cursa Jornalismo na Faculdade Social da Bahia (FSBA) com intuito de desenvolver um jornalismo ético e de interesse público... Jornalismo 24